fogáreu
lume – 14
A noite caía sobre os ombros das montanhas como um véu, e embora Faryeh observasse com afinco o findar da noite, não conseguia disfarçar a ansiedade que crescia em seu estômago e fazia seus ombros tensionarem seu pescoço, que latejava de dor. O jovem esfregou sem jeito o espaço em que sua nuca se conectava ao resto do corpo, massageando-o um pouco. Era impressionante como em pouco tempo os servos organizaram o palácio e seus arredores para receber os convidados. Pelo que Ehre contara, a realeza dos países vizinhos toda foram convidadas, especialmente de Leiva e Maresia, os principais parceiros comerciais de Fogaréu e as maiores cidades-estados. fora educado em lembrar-se cada uma das pessoas, mas a lista imensa o fazia esquecer de nomes facilmente, por isso que ele se encontrava em seu quarto, de banho tomado, mas ainda com a toalha enrolada em seu corpo, o papel em suas mãos amassado e suado de tantas revisões.
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— Está tudo bem, príncipe? — Kalila o chamou.
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— Sabe que pode me chamar pelo meu apelido, Kalila, estamos a sós.
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— Sarvarth está aqui — Kalila brincou.
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— Ela também pode me chamar de “Fay” — Faryehh suspirou, sem notar como o olhar da guarda não chegava ao seu corpo, e em como até suas orelhas se esquentaram ao receber o carinho. — Serei uma decepção esta noite.
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— Não fale assim, Fay.
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— Mestre…
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— É a verdade. — Faryehh se sentou em sua cama, enquanto Kalila organizava a roupa pendurada e ajustava os vincos invisíveis. — Espero não causar nenhum incidente diplomático, mas sei que todos irão me odiar, e por consequência odiar Ehre, e eu terei estragado todas as vontades de meu irmão de preservar a paz.
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— É possível.
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Kalila virou o rosto como um chicote à fala de Sarvarth.
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— Sarv!
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— Não é mentira o que o príncipe disse, Kalila — a outra disse em uma voz baixa, e se aproximou do rapaz, ficando à sua frente. Faryehh observou como a outra tinha se arrumado, os cabelos castanhos estavam lustrados e cortados rente ao fio, embora ela fosse forte e alta, a armadura leve que vestia era a de cerimônias pelo tom de carmesim e dourado, as cores de Fogaréu. Até o perfume suave de sândalo o atingia, e Faryehh sorriu. Kalila estava igualmente arrumada, embora os cabelos avermelhados também exibiam a mesma trança, apesar do véu que cobria a maior parte de sua cabeça. Seu uniforme era marrom, mas tinha os mesmos temas bordados em dourado que a armadura de Sarvarth. — O mestre pode causar uma má impressão, mas não acredito que irá. É capaz de muitas coisas, só resta acreditar em si mesmo, mestre.
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Faryehh sorriu.
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— Tenho muita sorte em ter as duas como amigas, Kali e Sarv.
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— Nós que temos sorte de acompanhar uma pessoa tão gentil quanto o senhor, Fay. — Kalila se aproximou. — Está pronto para ser apresentado à sociedade?
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— Seria mais fácil vocês me jogarem aos leões. É quase a mesma coisa, mas ao menos sobraria mais de mim. — Faryehh suspirou. — Estou pronto.
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Será que ele realmente está pronto? Vamos ver isso no próximo capítulo… E vocês, como iriam se arrumar para a sua festa de maioridade? Vocês tiveram alguma festa especial?
Vejo vocês na sexta,
Lacie