Lacieverso

fogáreu

brasas – 11

Os sons da festa os acompanharam enquanto faziam o caminho até o quarto. Leise era uma mulher confiante, mas agora suas mãos tremiam levemente, e nem mesmo o agarrar delas em seus trajes conseguiam disfarçar o seu nervosismo. Aquela era a hora que havia sido preparada toda a sua vida — tornar-se esposa de um homem que viria a ser o Rei. Cumprir seu dever marital e com seu povo, dando herdeiros para continuar a linhagem real. Ela estava pronta.
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Pronta.
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Era de rir, não é mesmo? A história deles era um conto de fadas — Leise se apaixonara perdidamente pelo seu esposo ao vê-lo partir para a Guerra. Leise, ainda uma menina, espiara os soldados que partiriam para a morte certa. Foi seu olhar, ela imaginou, que a conquistara. Um olhar tão decidido que encarava o além, como se pudesse ver seus objetivos no horizonte.
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Leise se apaixonara no mesmo instante, e quando ele retornou vitorioso, não foi muito difícil convencer seu pai de seus planos. Não era mais uma menina. Agora, era uma mulher. A mulher de Ehre, com o palpitar do coração sendo o de uma menina apaixonada.
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— Leise — ele a chamou, uma vez que estavam sozinhos no quarto. — Precisamos conversar sobre o que virá.
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Seu nervosismo tornou-se ainda mais prevalente. Ela se aproximou do seu marido, e permitiu encostar sua cabeça em seu peito, o envolvendo com os braços enquanto era correspondida. Queria ouvir seu coração e descobri-lo tão nervoso quanto a si, mas os batimentos de Ehre estavam calmos. Ele é feito de calmaria, ela pensou, enquanto eu sou tempestade.
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— O que sabe sobre a noite de núpcias, Leise? — O tom dele era carinhoso, embora ela sentisse o calor nas bochechas dela.
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— Sei o que acontece. E como… Minha serva me confidenciou, já que não possuo mãe para o papel.
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— Entendo. Eu quero que entenda… Eu não posso satisfazer esse seu desejo.
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Os olhos dela abaixaram.
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— Você disse que foi machucado na guerra… Quão sério é? Não há nenhum médico que possa…?
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Ele sorria, apesar de tudo. Ehre tocou no rosto da princesa, e depositou um beijo cálido em seus lábios, em que Leise sentia seu fogo aumentar. Era uma sensação estranha, mas não desconhecida. Fazia-a pressionar as pernas uma contra a outra no meio da noite, e agora, ela sentia seu ventre completamente molhado apenas pela expectativa. Ela queria ser beijada, e queria ser amada por seu marido. Não era assim que deveria ser?
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— Não há médico que cure a minha condição. Sinto muito, não posso lhe dar os filhos que quer. Alertei-a quando decidiu se casar comigo. Mais de uma vez, devo lembrá-la.
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— Eu sei, mas de alguma forma, ainda possuía esperanças.
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Ele a beijou de novo, mais lento. Tudo nela queria explodir e gritar. Estava muito feliz porque tinha o homem que amava, mesmo que não pudesse ter seu sonho completo.
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— Ao menos podemos dormir juntos? — Sua voz era baixa, e ele assentiu, tocando nos cabelos agora curtos dela e depositando um beijo em uma das mechas.
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— Todas as noites a partir de agora, esposa.
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Ao menos ela o tinha em seus braços, ela ponderou. O calor de seus braços era quente e confortável, e apesar de tudo, Ehre acabou por adormecer primeiro, enquanto ela sentia ainda seu próprio desejo no meio das pernas. Eles nunca poderiam ter filhos, mas…
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Os Deuses sempre poderiam fornecê-los um milagre.
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